V for Vendetta

Na foto, a belíssima Natalie Portman, que interpreta uma personagem muito bem construída: Evey, no V de Vingança.
Ainda me lembro dela com uns 11, 12 anos no (maravilhoso) O Profissional, como a pequena porém forte e determinada Matilda. Naquela época ainda não poderia adivinhar na ótima atriz em que ela se transformou (não que ela esteja mal no Profissional, muito pelo contrário). Da nova geração, é uma das melhores, com certeza mais que absoluta.
Sim, tinha de começar essa "crítica" falando sobre Natalie. Ela é o destaque do filme. Atuação impecável.
Outro forte em atuação, como sempre, John Hurt, como o ditador fanático, meio que uma "re-leitura" de Hitler.
E a voz inconfundível de Hugo Weaving dá toda a graça, ironia e emoção ao herói "Codinome V". Aliás, que personagem! Infelizmente não tive a oportunidade (ainda, espero) de vê-lo na HQ. Mas se o filme o retratou de forma fiel, parabéns aos criadores. Cheio de conflitos morais, um passado aterrorizante, traumas, paixões e espontaneidade.
É um bom filme, tecnicamente. Nada de muito extraordinário, uma direção "bem conduzida", embora nem um pouco marcante. Senti falta de elementos que costumam chamar a minha atenção, como posicionamento e movimento de câmeras e uma boa fotografia.
O forte, e que faz valer a pena cada centavo, e o enredo mesmo. Por isso a minha curiosidade agora pelos quadrinhos. Uma pena que a edição não tenha conseguido com mais sucesso amarrar a trama. Uma história como essa, cheia de flashbacks, armadilhas e mistérios, poderia ter sido editada de forma mais inteligente.
Mas.
Como já disse, vale mesmo cada centavo.
E além de tudo, a mensagem política contida no filme é muito forte e porque não dizer atraente. Apesar da estranha sensação de "impotência" ao final do filme, acho que resta para a maioria da platéia um sentimento de esperança, de que boas pessoas ainda existem e estão dispostas a dar muito em nome da causa que acreditam.


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