sábado, maio 20, 2006

Filosofia (sim, de novo, de novo)

A inspiração alheia nos inspira.
Fato.
Vasculhando os velhos e empoeirados arquivos no meu computador, encontrei algumas coisas interessantes:
Pensamentos que refletem o auge dos meus saudosos 17 anos;
Projetos inacabados;
Poemas: meus, de amigos, “A Tabacaria” de Álvaro de Campos (lindíssimo, apesar de bem deprimente);
“Original Script from The Matrix” (???);
Textos meus de domínio público na Internet (:P);
Tradução de músicas;
Conversas das madrugadas por msn;
O resultado?
Cá estou, suja de poeira, com a mente cansada, o coração sentindo ora saudade ora mágoa, ligeiramente envergonhada pelos erros de português e pelo contágio da linguagem de internalta, esboçando um sorriso meio de canto de boca como o de uma criança bem pequena que acaba de ter descoberta uma travessura pela mãe.
Viu?
Fato.
Qualquer leitura, seja Machado de Assis ou qualquer inocente metido a poeta, inspira.

“Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro
a libertação de todos os pensamentos
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica
é uma conseqüência de estar mal disposto”.

A Tabacaria
Álvaro de Campos

1 Comments:

Blogger Orn said...

Hum...
Muito bom.
parabens

8:01 PM  

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