segunda-feira, junho 19, 2006

The Closest




















Tenho a impressão de já ter postado sobre "Closer" aqui. Mas...
(Antes de mais nada, foi muito difícil escolher uma só foto da GORGEOUS Natalie Portman pra postar - se pudesse colocava todas)
Não sei bem por onde começar essa "crítica". O filme provocou tantas impressões diferentes em todas as 22740419210 vezes que assisti... e havia pensando em muitas coisas pra escrever, mas não quero me prolongar demais e fazer deste mais um post chato.
(Summing up) o filme tem quatro momentos:
> Quando "Alice" diz a Dan que para se deixar uma pessoa é simples: "I don't love you anymore, goodbye": é exatamente esta frase que ela usa para mandar Dan embora perto do desfecho. O curioso é que, na mesma cena inicial, Alice diz que nunca se deixa uma pessoa pela qual ainda está apaixonada e, ainda assim, ela deixa Dan falando sozinho em seu apartamento. Contradição? Sim, nada mais sensato, afinal ela é a personagem mais imatura do filme. Porém, é com certeza a mais corajosa.
> Quando Larry observa Anna conversando com Dan: enquanto os dois falam normalmente, Larry mantém a cabeça inclinada prestando atenção. Mas, assim que percebe que Dan se aproxima da sua namorada (num "provável" beijo), Larry volta a conversar com os amigos e bloqueia a sua visão. É uma cena curiosa pois Larry é o personagem mais verdadeiro do filme, sempre insistindo em saber tudo (por mais que doa). E naquele momento, ele mesmo nega-se a ver sua namorada com outro. Bem... imagino que deva ser mais difícil quando se enxerga com os próprios olhos.
> O Olhar de Anna na última cena em que aparece: mostra o quanto Larry tem razão ao dizer que ela é depressiva. Ela é a única que no final das contas acaba se submetendo à situação toda e sendo realmente infeliz, pois ao invés de procurar se reerguer ela volta a posição inicial.
> Alice atravessando o farol vermelho no final: (LIIIIIIIIIIINDA CENA... by the way) aqui temos duas coisas: primeiramente, vemos o quanto Jane (a essa altura a máscara de Alice já caiu) está "recuperada", ou seja, ela é realmente corajosa. E em segundo, o que na minha opnião é a chave do filme todo (g-e-n-i-a-l por parte do roteirista, mas não vou me prolongar sobre a parte técnica): ao atravessar o sinal, com a mesma música do início, a mesma filmagem, vemos o quanto tudo, TUDO, é cíclico. E os relacionamentos, principalmente. Uma perspectiva negativa, mas... ainda assim uma visão inteligente (e bem montada!).
Agora, outros pontos pra comentar:
* Anna é uma puta mentirosa! Não deu nem pra contar, ela mente o tempo todo, até pra si mesma. Por causa da covardia vinda da depressão, naturalmente.
* Nas primeiras vezes em que assiti, tinha uma visão muito real de tudo, e acabei "entitulando-o" de "o drama romântico mais real". Bem, o que quis dizer é que é real com relação à MANEIRA como o assunto é tratado. Afinal, deve ser mesmo meio impossível dois casais se traírem assim! A história não é tão próxima da realidade quanto a forma que é contada.
* O graaaaaande mistério do filme: por que diabos Jane diz seu nome real apenas pra Larry enquanto faz um strip pra ele (por dinheiro, é bom lembrar), e não para seu verdadeiro amor, Dan? Talvez por medo de se entregar a esse amor... não sei, sinceramente.
* Só mais um aspecto técnico: os cortes são bem interessantes. De uma cena a outra, um segundo, Dan já vive com Alice. Depois, outro segundo, Dan e Anna já estão se vendo há um ano. Tá tá... até ai qualquer filme tem isso. Mas nesse a impressão desses cortes é diferente: pela estética do filme, o diretor opta por uma montagem paralela e nos deixa perdidos no tempo por alguns segundos (ao invés de colocar uma tela em preto com a legenda "1 ano depois....").
Bem é isso.
(Estou até com dor de cabeça :P)
Mas o filme oferece muito mais do que isto, com certeza.
Recomendação máxima, na lista dos Top 10.