Teoria Literária Moderna - Poética
Professor: - Eu não confiaria uma versão da minha teste de Pós-Graduação a uma menina de quinze anos. Ela não sabe de nada, tadinha. Não conseguiria captar a essência, muito menos de um poema.
Aluna: - Quer dizer então que precisamos ser velhos pra captar essa tal essência, professor?
* Ah, essas coisas me irritam!
É claro que eu também não estregaria uma tradução e/ou versão a uma menina de quinze anos, por maior que fosse seu nível de fluência, mas não pela IDADE, e sim porque ela não é tradutora formada. Faz muito mais sentido.
Continuando. *
Professor: - Não necessariamente. Mas essas coisas vêm com a idade. Com quinze anos ela lê a Capricho, e não Dante, por exemplo.
Aluna (sussurra): - Eu li a Divina Comédia aos 14.
*Deu pra entender? Por mais que essa coisa de idade seja um confito eterno para mim, creio que consigo compreender melhor a visão das pessoas com relação a isso. Na verdade, os cegos são eles. Por mais que eu fale a esse ta professor que acabo de ler "Crime e Castigo", que li Dante aos 14, que leio jornal, revista, que assito jornais na TV, que vejo horário político e outras dessas baboseiras, ele sempre me verá como uma menina de 19 anos.
Isso não é justo, mas é. O que posso fazer é tentar provar o contrário.
Ele vai ver se eu consigo ou não captar essa maldita essência dos textos a serem traduzidos.
Bem, sobre este assunto. É claro que não sou tão madura quanto imaginava/ou gostaria.
Agora, um exemplo diferente, o outro lado da mesma moeda.*
Amigo 1 (20 anos): - Ai ai meu, tô mó ansioso pra ver se rola esse negócio do intercâmbio ai... agora só falta a última entrevista."
Amigo 2 (27 anos): - Relaaaaaaxa meu, vai dar certo. Eu te conheço há três anos, vc é muito afobado! As coisas não são assim, relaxa.
Eu (19 anos): - Mas sabe o que eu percebi? Isso é uma coisa de idade. A gente vai ficando mais calmo com a idade.
*Parece contraditório né? Na verdade não. Como disse, sob determinado ponto de vista, penso nos meus 19 anos como pouca idade, pareço ter mais e etc. Já sobre esse lance de paciência, ansiedade, I've given up: consegui (finalmente) entender e sobretudo ACEITAR que isso sim tem muito a ver com a idade.*
Reflexões de quem está chegando na casa dos vinte.
Ah que medo!
Aluna: - Quer dizer então que precisamos ser velhos pra captar essa tal essência, professor?
* Ah, essas coisas me irritam!
É claro que eu também não estregaria uma tradução e/ou versão a uma menina de quinze anos, por maior que fosse seu nível de fluência, mas não pela IDADE, e sim porque ela não é tradutora formada. Faz muito mais sentido.
Continuando. *
Professor: - Não necessariamente. Mas essas coisas vêm com a idade. Com quinze anos ela lê a Capricho, e não Dante, por exemplo.
Aluna (sussurra): - Eu li a Divina Comédia aos 14.
*Deu pra entender? Por mais que essa coisa de idade seja um confito eterno para mim, creio que consigo compreender melhor a visão das pessoas com relação a isso. Na verdade, os cegos são eles. Por mais que eu fale a esse ta professor que acabo de ler "Crime e Castigo", que li Dante aos 14, que leio jornal, revista, que assito jornais na TV, que vejo horário político e outras dessas baboseiras, ele sempre me verá como uma menina de 19 anos.
Isso não é justo, mas é. O que posso fazer é tentar provar o contrário.
Ele vai ver se eu consigo ou não captar essa maldita essência dos textos a serem traduzidos.
Bem, sobre este assunto. É claro que não sou tão madura quanto imaginava/ou gostaria.
Agora, um exemplo diferente, o outro lado da mesma moeda.*
Amigo 1 (20 anos): - Ai ai meu, tô mó ansioso pra ver se rola esse negócio do intercâmbio ai... agora só falta a última entrevista."
Amigo 2 (27 anos): - Relaaaaaaxa meu, vai dar certo. Eu te conheço há três anos, vc é muito afobado! As coisas não são assim, relaxa.
Eu (19 anos): - Mas sabe o que eu percebi? Isso é uma coisa de idade. A gente vai ficando mais calmo com a idade.
*Parece contraditório né? Na verdade não. Como disse, sob determinado ponto de vista, penso nos meus 19 anos como pouca idade, pareço ter mais e etc. Já sobre esse lance de paciência, ansiedade, I've given up: consegui (finalmente) entender e sobretudo ACEITAR que isso sim tem muito a ver com a idade.*
Reflexões de quem está chegando na casa dos vinte.
Ah que medo!


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