quarta-feira, março 03, 2010

Louca por patas

(As postagens do Gatoca me inspiraram hoje)


Desde que me conheço por gente, adoro animais. Tive umas 4 gerações de vira-latas quando criança, todos chamados Alf. Infelizmente só resta uma foto de um deles. Eu sentada no quintal de biquini com o pulgento no colo.


O último Alf fez parte da fase da minha infância de que tenho mais lembrança. Filho de uma linda Ardelie Terrier e um Doberman, o monstrão era um doce e uma fera ao mesmo tempo. Curtiu muito nosso quintal e a terra da nossa horta.
O Alf se foi de velhice no dia 11 de Setembro de 2001. Um dia após meu aniversário e dia do ataque as Torres Gêmeas nos EUA. Quando fui visitá-lo no veterinário, sabia que o veria pela última vez. Encarar sua ida para o céu-dos-cachorrinhos não foi fácil, mas me fez amadurecer bastante. Terei sempre lembranças cheias de carinho.




Depois veio a Beatrix Kiddo, ou Bia. Uma Teckel de 13 quilos. Um cachorro em forma de kibe. Não resisti ao seu olhar pidão e a levei comigo. "É uma salsicinha, mãe". E ao chegar em casa: "Meu Deus, como ela é grande!".
A Bia é capaz de derreter o coração mais gelado do mundo.




Quando me casei e mudei para um apartamento pequeno, tive que deixá-la com a minha mãe. As duas não viveriam sem a outra e a Bia não abriria mão de correr latindo pelas escadas e pelo quintal. Perdeu o privilégio de domir na cama comigo, e há até a possibilidade de dormir numa casinha no quintal. Mas sua dona, minha mãe, prometeu que será um lar bem quentinho e aconhegante.
Ela será a minha gorda pra sempre.



No apartamento pequeno, abri mão de viver um tempo só mulher-e-marido e fui atrás de um gatinho. Pela primeira vez teria um bigode. E aprenderia a amá-los com todo meu coração.
O Deep era um vaquinha vira-lata safado, adorava nos arranhar, mas nos consolava com muitos beijinhos. Uma figurinha.
Infelizmente o perdemos para a tife, quatro ou cinco meses depois. Foi um dos piores momentos pelo qual já tive que passar. Mas ele se foi para o céu-dos-gatinhos ser feliz. E tenho certeza que foi o filhote mais mimado e amado desse mundo, mesmo que por esse curto período.






Depois de a poeira baixar, resolvemos não desistir dos bichanos. Fui buscar o Ash perto do Shopping Aricanduva, do outro lado da cidade, porque me apaixonei instantaneamente.
Dentro de uma caixa de papelão, veio de esguelando de miar o caminho todo. A adaptação foi muuuuuito, mas muuuuuuuito difícil mesmo. Ele sentia falta da mãe, dos irmãos, do quintal. Se escondia e miava o tempo todo. Morria de medo de ele não me amar. Mas então as coisas foram se acalmando. Fomos conquistando o pequeno aos pouquinhos, com uma paciência digna de Madre Tereza.
Até que ele se rendeu. Passou a ronronar e a nos receber se jogando em nossos pés. Ainda mia, bastante, mas agora em tons diferentes. Ele gosta de se expressar. E quer atenção, muita atenção!
Inteligentíssimo, o ensinei a sentar e dar a pata. E meu coração se derreteu de vez.
O Ash é a paixão da minha vida agora. Como foram e serão todos as minhas outras patinhas.