A história da fotografia no cinema
Ontem, no Centro Cultural Centro do Brasil.
*Aliás, que lugar interessante*
Estava bem empolgada pra Mostra. Afinal, Antonioni, Bertolucci, um tal diretor chinês que não conhecia, Renoir.
O filme do Antonioni, A Noite, não me agradou muito. Muuuuuuuito parado. Nada contra, adoro filmes mais psicológicos e sem ação, mas nunca em exagero. A personagem principal só fazia andar andar e andar. Argh! Mas então meu irmão explicou: este é o segundo filme da "Trilogia da Incomunicabilidade": são três filmes que têm como principal objetivo mostrar a inconsciência das pessoas com relação ao quanto não conseguem se comunicar. É exatamente isso que ocorre no filme: o casal descobre que não se conhece, que não conversa e etc. Assim entendi um pouco mais o propósito daquelas cenas enfadonhas, mas... não pude gostar do filme. Não é só porque o diretor é foda e a história tem toda esse pano-de-fundo que eu preciso necessariamente achar tudo maravilhoso.
Mas, voltando à intenção deste post: a fotografia no cinema. Este filme foi bem escolhido. Apesar de ser em preto e branco (o que, na minha opnião, tira um pouco da graça direção de arte e fotografia), o jogo com as sombras e com os reflexos é perfeito. A cena em que a energia acaba e fica tudo negro, só com os contornos e vozes na tela, é fantástica.
Então, perdi o filme do Bertolucci :(
Mas por uma boa causa. Precisava esticar as pernas, acabei com elas doendo :P
Depois, o "Amor à Flor da Pele", do chinês Wong-Kar-Wai. O diretor de fotografia é um americano, que esqueci o nome. Ahhhhhhh como amo filmes chineses. O colorido deles é emocionante. A simbologia, a trilha sonora, é tudo mais bem pensado, mais suave e tem muito mais intenção que o cinema ocidental.
Da Mostra, foi o melhor. Lindo lindo lindo. E muito bem colocado, a fotgrafia é... acabaram-se os adjetivos! Rsrsrsrs
Depois, uma decepção. Renoir, meu irmão falava demais nesse tal francês. "Opa, francês, deve ser do tipo Amelié, uhuuuuu". Nada. Total contrário. Primeiro, preto e branco. Nada contra, como já disse! Mas esperava cores pra um francês, entendam! E a história.... ai... enrolação, sem ofensas. E sinceramente não vi o porquê que este filme representar a fotografia numa mostra, não vi nada de muito especial ou inovador.
Também não vi o último filme, do brasileiro Mario Peixoto.
Conclusão:
No geral a mostra foi legal. Lugar bacana, numa noite bacana, pessoal selecionado.
Mas...
:P
Acho que outros filmes poderiam ter sido apresentados. Tá, eu não sou uma expert em cinema, arte ou whatever, e entendo a dificuldade de conseguir todas as películas e tal. Mas não poderia faltar, numa "mostra da história da fotografia no cinema":
Amelié Poulian (tá... eu sou suspeitíssima pra falar deste filme).
Herói; nunca vi as cores desempenhando um papel tão importante num enredo.
Traffic; pela diferença de saturação das cores pra separar as 3 histórias.
O Selvagem da Motocicleta; sem comentários: a cena do peixinho e as luzes da sirene...
Solaris e O Aviador, pela iluminação.
O Homem Elefante e Menina de outro, pelo belo uso das sombras.
E outros, que não me lembro agora.
Enfim...
É isso :)
*Aliás, que lugar interessante*
Estava bem empolgada pra Mostra. Afinal, Antonioni, Bertolucci, um tal diretor chinês que não conhecia, Renoir.
O filme do Antonioni, A Noite, não me agradou muito. Muuuuuuuito parado. Nada contra, adoro filmes mais psicológicos e sem ação, mas nunca em exagero. A personagem principal só fazia andar andar e andar. Argh! Mas então meu irmão explicou: este é o segundo filme da "Trilogia da Incomunicabilidade": são três filmes que têm como principal objetivo mostrar a inconsciência das pessoas com relação ao quanto não conseguem se comunicar. É exatamente isso que ocorre no filme: o casal descobre que não se conhece, que não conversa e etc. Assim entendi um pouco mais o propósito daquelas cenas enfadonhas, mas... não pude gostar do filme. Não é só porque o diretor é foda e a história tem toda esse pano-de-fundo que eu preciso necessariamente achar tudo maravilhoso.
Mas, voltando à intenção deste post: a fotografia no cinema. Este filme foi bem escolhido. Apesar de ser em preto e branco (o que, na minha opnião, tira um pouco da graça direção de arte e fotografia), o jogo com as sombras e com os reflexos é perfeito. A cena em que a energia acaba e fica tudo negro, só com os contornos e vozes na tela, é fantástica.
Então, perdi o filme do Bertolucci :(
Mas por uma boa causa. Precisava esticar as pernas, acabei com elas doendo :P
Depois, o "Amor à Flor da Pele", do chinês Wong-Kar-Wai. O diretor de fotografia é um americano, que esqueci o nome. Ahhhhhhh como amo filmes chineses. O colorido deles é emocionante. A simbologia, a trilha sonora, é tudo mais bem pensado, mais suave e tem muito mais intenção que o cinema ocidental.
Da Mostra, foi o melhor. Lindo lindo lindo. E muito bem colocado, a fotgrafia é... acabaram-se os adjetivos! Rsrsrsrs
Depois, uma decepção. Renoir, meu irmão falava demais nesse tal francês. "Opa, francês, deve ser do tipo Amelié, uhuuuuu". Nada. Total contrário. Primeiro, preto e branco. Nada contra, como já disse! Mas esperava cores pra um francês, entendam! E a história.... ai... enrolação, sem ofensas. E sinceramente não vi o porquê que este filme representar a fotografia numa mostra, não vi nada de muito especial ou inovador.
Também não vi o último filme, do brasileiro Mario Peixoto.
Conclusão:
No geral a mostra foi legal. Lugar bacana, numa noite bacana, pessoal selecionado.
Mas...
:P
Acho que outros filmes poderiam ter sido apresentados. Tá, eu não sou uma expert em cinema, arte ou whatever, e entendo a dificuldade de conseguir todas as películas e tal. Mas não poderia faltar, numa "mostra da história da fotografia no cinema":
Amelié Poulian (tá... eu sou suspeitíssima pra falar deste filme).
Herói; nunca vi as cores desempenhando um papel tão importante num enredo.
Traffic; pela diferença de saturação das cores pra separar as 3 histórias.
O Selvagem da Motocicleta; sem comentários: a cena do peixinho e as luzes da sirene...
Solaris e O Aviador, pela iluminação.
O Homem Elefante e Menina de outro, pelo belo uso das sombras.
E outros, que não me lembro agora.
Enfim...
É isso :)


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