História
Voltando a ler O Mundo de Sofia. Sim, de novo: tinha desistido porque percebi que Nietzsche não tinha um capítulo próprio. Mas é mencionado no capítulo do Existencialismo, ao menos. <_<
Esses capítulos finais são o máximo. Ao chegarem aos tempos modernos no curso de filosofia, tudo acaba se resumindo. Não existem mais as duas principais correntes (racionalidade/sentimento), e a medida exata das coisas é sempre um pouco de ambos os lados. Kant "salva" almas como a minha ao dizer que as perguntas são mais importantes que as respostas, e que estas não são tão necessárias quanto parece (Ufa!).
Então Sofia e seu professor Alberto concluem que são apenas frutos de seu tempo.
Deixe-me explicar melhor:
Primeiramente, como sempre ocorreu e sempre ocorrerá, perderemos a nossa capacidade de nos encantarmos com as coisas conforme crescemos. A criança é o verdadeiro filósofo. Compare: você está sentado à mesa com a sua irmãzinha de 2 anos. De repente, mamãe passa voando pela porta. Para sua irmã, aquilo não é especial. Por quê? Pra ela, tudo é especial. Tudo o que ela vê são fenômenos que não entende, apenas vê, vivencia. A inocência faz dela um ser completo: ela enxerga as coisas como são: fenômenos espetaculares. Agora, quantas vezes você, depois de bem crescidinho, se surpreendeu com alguma coisa? Achou uma rosa bela, a chuva uma coisa maravilhosa, a gravidade, o corpo humano coisas inexplicáveis. Quantas vezes já se indagou sobre isso? Exato: pouquíssimas. Quando crescemos as coisas que acontecem ao nosso redor perde o valor e a graça por causa do hábito. Assim, nos tornamos cada vez mais pessoas conformadas e centradas em nós mesmas.
Segundo: a força da história em nossas personalidades. Pense: foram precisos séculos para que se mudasse uma linha de pensamento, raciocínio. Se hoje você pensa como pensa, é porque seus pais o quiseram assim. Não que pensem igual, de maneira alguma. Mas na essência, tudo é a mesma coisa. Se hoje eu, por exemplo (sempre!), não consigo reagir às coisas e situações, é porque tudo isso me foi reprimido no passado. E não só no meu passado, tudo isso também foi dado como certo pela minha mãe e minha vó e etc. etc. O tempo e a história nos influenciam muito mais do que possamos notar.
Ow, quanta filosofia pras 8 da matina!
:)
Esses capítulos finais são o máximo. Ao chegarem aos tempos modernos no curso de filosofia, tudo acaba se resumindo. Não existem mais as duas principais correntes (racionalidade/sentimento), e a medida exata das coisas é sempre um pouco de ambos os lados. Kant "salva" almas como a minha ao dizer que as perguntas são mais importantes que as respostas, e que estas não são tão necessárias quanto parece (Ufa!).
Então Sofia e seu professor Alberto concluem que são apenas frutos de seu tempo.
Deixe-me explicar melhor:
Primeiramente, como sempre ocorreu e sempre ocorrerá, perderemos a nossa capacidade de nos encantarmos com as coisas conforme crescemos. A criança é o verdadeiro filósofo. Compare: você está sentado à mesa com a sua irmãzinha de 2 anos. De repente, mamãe passa voando pela porta. Para sua irmã, aquilo não é especial. Por quê? Pra ela, tudo é especial. Tudo o que ela vê são fenômenos que não entende, apenas vê, vivencia. A inocência faz dela um ser completo: ela enxerga as coisas como são: fenômenos espetaculares. Agora, quantas vezes você, depois de bem crescidinho, se surpreendeu com alguma coisa? Achou uma rosa bela, a chuva uma coisa maravilhosa, a gravidade, o corpo humano coisas inexplicáveis. Quantas vezes já se indagou sobre isso? Exato: pouquíssimas. Quando crescemos as coisas que acontecem ao nosso redor perde o valor e a graça por causa do hábito. Assim, nos tornamos cada vez mais pessoas conformadas e centradas em nós mesmas.
Segundo: a força da história em nossas personalidades. Pense: foram precisos séculos para que se mudasse uma linha de pensamento, raciocínio. Se hoje você pensa como pensa, é porque seus pais o quiseram assim. Não que pensem igual, de maneira alguma. Mas na essência, tudo é a mesma coisa. Se hoje eu, por exemplo (sempre!), não consigo reagir às coisas e situações, é porque tudo isso me foi reprimido no passado. E não só no meu passado, tudo isso também foi dado como certo pela minha mãe e minha vó e etc. etc. O tempo e a história nos influenciam muito mais do que possamos notar.
Ow, quanta filosofia pras 8 da matina!
:)


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